Fotos da Minha Infância em Natal/RN

Fotos da minha infância em Natal/RN

Hoje, dia 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente, lembrei-me de que sempre estive em contato com a natureza na minha primeira infância.

Até meus 8 anos de idade residi na Vila Santa Inês, em Natal, capital do estado do Rio Grande do Norte, lugar calmo e repleto de mangueiras diversas que rodeavam a vila. Bem cedinho, antes das 7 horas, todos na vizinhança acordavam para apanhar as mangas que iam caindo (rosa, espada, dentre outras espécies maiores).

Foto com minha mãe, Iolanda. Eu estava segurando a bolsa que guardava a máquina fotográfica de meu pai, Walter, nosso fotógrafo.

Há alguns anos estive lá para rever o atual Largo de Santa Inês e, para minha surpresa, caiu uma manga rosa daquela que, ao que parece, é a única mangueira que restou. Fiquei muito feliz pelo precioso presente da natureza que me fez recordar os bons tempos!

À esquerda, acima, foto com meu pai Walter e, à direita, com minha mãe, Iolanda e a babá, Lourdes.

Além dos brinquedos que minha mãe inventava com as caixinhas de fósforo e com os papéis (origami), ela também fabricava bichinhos (bois, vaquinhas e bezerrinhos) com os frutos pequenos que caíam das árvores, para eu brincar de fazendinha com minhas bonecas.

Boas recordações também eu tenho das brincadeiras, como as de roda, com as crianças, em meio às árvores da Vila Santa Inês. Havia também as comemorações das festas juninas, em homenagem aos santos Antônio, João e Pedro, que, não só na vila, como em todo o Brasil, acontecem até os dias de hoje. Lembro-me da fogueira de São João, das quadrilhas que eram organizadas com roupas próprias, das comidas típicas da época, bem como das lindas bandeirinhas e balões enfeitando a nossa vila.

Sempre é bom se ter o contato direto com a natureza ao participar desses eventos, mas também deve-se ter a responsabilidade para preservar todo o meio ambiente, limpando-o, evitando incêndios, e cuidando das árvores e pássaros que nelas fazem seus ninhos.

As fotos acima foram tiradas na Vila Santa Inês, onde meu pai tinha um cachorro chamado Bob. Era um Pastor Alemão muito bonito (foto central). Acima, minha avó paterna, Domerina Chaves, conhecida como “Dona Dom”.

A seguir, mais fotos na Vila Santa Inês, atualmente considerada Largo.

Acima, minha mãe, Iolanda me segurando com carinho e amor e meu pai atraindo minha atenção para as fotos tiradas automaticamente (desta vez colocou a máquina fotográfica no tripé).

A seguir, foto com minha babá, Lourdes (à direita), e depois com a vizinhança da vila.

Uma travessura inventada pelo meu pai: tomar banho com a mangueira, ao mesmo tempo regando a grama, em frente à nossa casa nº 16, na Vila Santa Inês.

Meu pai (como se diz no Nordeste, “painho” ou “paizinho”) costumava contar muitas estórias fictícias, em geral na nossa pequena varanda. Certa vez ele me assustou, dizendo que havia um país onde existiam bichos enormes. Disse-me: “suas bocas vão daqui até aquela mangueira”.

“Fazendo gracinhas”, posando para as fotos tiradas pelo meu pai e pela minha mãe, em Natal, Capital do Rio Grande do Norte. Ao meu lado, a linda boneca Shirley que andava automaticamente quando se pressionavam as perninhas. A propósito: minha tia Isaura me achava parecida com a atriz mirim norte-americana Shirley Temple que fez sucesso com os sapateados nos filmes antigos.

Meus pais cultivavam no quintal algumas bananeiras cujas bananas (inglesas) eram grandes e doces. Do lado da nossa casa nº 16 havia também um mamoeiro. Na frente, mamãe plantava roseiras e palmeiras que se estenderam depois pela lateral, contornando a casa. Antes de nos mudarmos para o Bairro do Tirol, coincidentemente, as palmeiras se multiplicaram e mamãe distribuiu as mudas pequeninas entre as pessoas conhecidas. Foi uma atitude de sustentabilidade.

Acima, ao centro deste conjunto de fotos, um coleguinha de Campina Grande, chamado Poggy. À direita desta foto, saí fantasiada de Carmen Miranda. As demais fotos, com meus parentes, também em Campina Grande. Do lado esquerdo, meu tio Vicente Chaves, ex-seminarista. No meio, rodeando-me, minhas tias Escholástica, Catarina, Zélia, Wilma e, de pé, Tereza de Jesus Chaves. À direita, meus avós paternos, Domerina Chaves da Silva e Manoel Alexandrino da Silva. Fotos tiradas em Campina Grande, onde nasceu minha avó materna, bela cidade do Agreste da Paraíba. Com clima de montanha, também é conhecida como a “Rainha da Borborema”, referindo-se à região serrana. Concorre com Caruaru (em Pernambuco), terra do meu avô paterno, ao título de “O Maior São João do Mundo”.

A sombra das árvores mescladas pela luminosidade do Sol refletia-se na nossa varanda. Eu costumava ficar admirando aquele espetáculo da natureza, como um cinema de luz produzido por aquelas mangueiras próximas à nossa casa.

A seguir, meu aniversário em casa, comemorando 7 anos de idade, com bolo em forma de chapéu de Maga. Nesse mesmo ano, apareceu, no nosso jardim, uma gatinha dourada que criei com amor. Seu nome era Nike e toda vez que eu a chamava, ela vinha correndo para me abraçar.

Meu primeiro amor

Com meus 8 anos de idade, apaixonei-me por um menino loiro, que morava em uma casa à esquerda, quase na entrada da Vila Santa Inês. Seu nome era Caubi. Na época, assistíamos a uma novela, pela televisão, chamada “As Pupilas do Senhor Reitor”. Eu imitei a personagem chamada Margarida que mandava cartas de amor para Daniel e enviei um bilhetinho carinhoso para Caubi que tinha 14 anos de idade.

Abaixo, fotos tiradas no Colégio Nossa Senhora das Neves. Mamãe comigo e minha amiguinha chamada Norma. No recreio, ela sempre dividia um bombom de chocolate comigo. Em seguida, foto com minha “segunda mãe” no Colégio, Irmã Josefa, minha professora no Jardim de Infância e melhor amiga, a quem eu fazia muitas perguntas! Sentava-me com ela em meio às frondosas árvores (que ainda existem) do Colégio das Neves para conversar. A Irmã certa vez se impacientou com tanta pergunta e, quando, de uma das árvores caiu um fruto (um sapoti), eu perguntei: “Irmã Josefa, o que é isso?” Ela respondeu-me: “É Risco!” Continuei a perguntar: “E Risco se come, Irmã?” Ela caiu na risada e disse que sim. Então, comemos juntas o delicioso sapoti. Um brinde de comunhão, em meio à Natureza!

Acima, estou à direita, do lado de Norma. Atrás de nós duas, Patrícia, filha do Sr. Gladston, colega de trabalho da minha mãe na RFFSA. Na foto do meio, Norma, eu e outro coleguinha do colégio. As outras fotos seguintes são da minha Formatura do Jardim de Infância.

Na solenidade da formatura, o diploma foi dado para um menino que era meu paraninfo. Em seguida, ele me entregou o documento. Lembro-me que fiquei tímida e emocionada, pois o menino era muito bonito.

P.S. A consciência mundial voltada para a ecologia e sustentabilidade do nosso planeta é urgente! Atitudes individuais e coletivas precisam ser tomadas, a fim de que as pessoas cuidem bem da natureza, preservando-a para as gerações vindouras.

Publicado no Blog Cigana Vegana, em 5 de Junho de 2026.

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